

Os recentes dados relativos à COVID-19 são alarmantes, colocando Portugal numa das fases mais críticas desta pandemia. Face a esta preocupante situação epidemiológica e considerando a reunião de Conselho de Ministros Extraordinário agendada para hoje, a ASPL – Associação Sindical de Professores Licenciados reforçou, junto do Senhor Primeiro-Ministro e do Ministério da Educação, o seu pedido para, na generalidade, o ensino passar a funcionar em regime não presencial.
A ASPL voltou a lembrar ao governo que, apesar de todas as vantagens do ensino presencial, posição que é consensual aos professores, alunos, encarregados de educação, organizações sindicais, especialistas, Governo e instâncias internacionais fundamentais, perante os dados relativos à pandemia da COVID-19, no nosso país, e as medidas decretadas, e bem, para a combater (o confinamento geral),é urgente passar todo o ensino ao regime não presencial.
A ASPL defende que será mais prudente, durante este período de confinamento geral do país, o ensino, de todos os níveis e ciclos, incluindo o Ensino Superior, passar a funcionar à distância, mantendo-se apenas abertas as escolas para os alunos cujos pais pertencem a serviços essenciais ou para aqueles que não têm condições para continuarem o ensino a partir de casa.
Neste ofício, a ASPL salientou, uma vez mais, a necessidade de uma uniformização dos procedimentos de testagem por parte das entidades de saúde locais, que permita o rastreio efetivo de todos os alunos e professores que tenham estado em contacto com casos positivos nas turmas, o que em muitas escolas não tem acontecido, assim como a testagem rápida, em massa, de toda a comunidade educativa, logo que a situação epidemiológica do país permita o regresso ao Ensino presencial, por forma a interromper as cadeias de contágio que possam ainda existir.
Consciente de que, quer professores, quer alunos, prefeririam continuar o ensino presencial e que o ensino à distância impõe constrangimentos vários e exige aos professores muito mais trabalho e tempo, para além do investimento ou gastos financeiros;a verdade é que o valor da vida humana é bem superior!
Ainda que seja aúnica organização sindical de professores a propor esta medida, a ASPL não vai desistir, pois está convencida de que está a ser a voz de uma comunidade educativa que não se sente ouvida, nem protegida, na decisão de deixar as escolas a funcionarem como até agora têm estado e sem que se veja que algo está a ser feito, em prol da salvaguarda da saúde e da segurança de quem está nas escolas.
AASPL está disponível, como sempre o manifestou,para, em cooperação com o Governo, fazer o trabalho que for necessário, contribuindo para o reverter da situação dramática que se vive no nosso país, em virtude da atual pandemia.
Lisboa, 18 de janeiro de 2021
Atenciosamente,
O Departamento de Informação e Comunicação da ASPL
Comunicado ASPL - 18/01/2021 (pdf)