ASPL não compreende e lamenta possível volte-face da posição do PSD e do CDS, o que os juntaria à posição do PS e do governo!

A ASPL não compreende a enorme confusão que se tem instalado desde a passada sexta-feira em torno da recuperação do tempo de serviço congelado.
 
Se já era difícil compreender e aceitar toda a encenação do governo e do PS sobre o que tinha sido aprovado na Comissão parlamentar de Educação, na passada quinta-feira, pois relativamente ao que ficou acordado recuperar do tempo de serviço congelado (2 anos, 9 meses e 18 dias, era exatamente o mesmo tempo que o governo decidiu e legislou que iria restituir aos professores a partir de janeiro de 2019), mais difícil se torna compreender e aceitar que, depois de tanto e tão aturado trabalho feito pelos diversos partidos que estiveram envolvidos nas alterações ao decreto-lei, venham agora dois desses partidos, CDS e PSD, afirmar que votarão contra a hipotética recuperação do restante tempo de serviço (seis anos e meio), se não forem aprovadas, pelo PS, as cláusulas de salvaguarda financeira!
 
Afinal, em que ficamos? Aprovam ou não aprovam a recuperação do tempo de serviço congelado?
 
É que se aprovarem, estarão a votar em consonância não só com o trabalho parlamentar da Comissão de Educação, mas também com as posições já assumidas aquando da aprovação da Lei de Orçamento do Estado de 2018 e a de 2019, assim como com a Resolução da Assembleia da República, aprovada por todos os partidos, incluindo o PS, no dia 15 de dezembro de 2017!
 
Se votarem contra, estarão a mudar de posição e a juntarem-se ao PS, em relação à consideração do respeito que lhes merece o tempo trabalhado pelos professores, sobretudo durante os períodos difíceis da crise financeira que todos os portugueses viveram e na qual também os professores e educadores contribuíram para a sua superação.
 
Portanto, é indispensável o necessário esclarecimento, sobretudo por parte do PSD e do CDS, pois parece que se está a brincar com os professores, a sua vida profissional e o respeito pelas leis, para além das consequências extremamente nefastas também para o país, colocando uns cidadãos contra outros, em resultado da chantagem inaceitável feita pelo Primeiro-Ministro.
 
A ASPL apela a todos os intervenientes que coloquem o respeito pela lei, designadamente do Orçamento de Estado de 2019, e pelos compromissos assumidos, também para com os parceiros sociais, à frente de quaisquer outros, pois nos primeiros e nos segundos estão as razões pelas quais os cidadãos podem continuar a acreditar no nosso Estado de Direito Democrático!
 
Lisboa, 6 de maio de 2019.
Atenciosamente,
A Direção Nacional da ASPL