ASPL solidária com as razões e as reivindicações subjacentes à greve da próxima sexta-feira

Caros colegas associados da ASPL,
 
Fazendo votos de que se encontrem bem, dentro do possível e tendo em conta as situações tão difíceis que continuamos a viver em virtude da pandemia, venho informar que, apesar de a ASPL não ter formalizado o Pré- Aviso de greve para o próximo dia 11 de dezembro de 2020 (sexta-feira), por vários motivos, entre os quais se encontra o prazo limite para a entrega do respetivo pré-aviso – 10 dias úteis, sem que até esse dia tivéssemos a confirmação de que a mesma tivesse avançado, a Direção da ASPL está totalmente solidária com as razões e as reivindicações subjacentes a esta greve.
 
De facto, não há memória nem palavras para qualificar a atitude do Ministério da Educação, nos últimos meses, não ouvindo os professores nem respondendo aos muitos e sucessivos pedidos de reunião e de esclarecimentos, feitos pelas organizações sindicais. Para além disso, não aceitou nenhuma das várias propostas que lhes fomos enviando para ajudar na resolução dos mais variados problemas com os quais os professores e os educadores se confrontam, sobretudo desde setembro último, com o regresso presencial às escolas!
 
Perante esta atitude inqualificável e lamentável por parte de quem nos tutela, os professores e os educadores têm de se manifestar e mostrar que não aceitam serem desconsiderados e não valorizados, continuando à mercê da sorte de não serem infetados pela COVID-19, ou afetados por outra patologia, fruto do exercício da sua profissão em  condições de saúde e segurança não conformes ao imposto, quer pela própria pandemia, quer pelo regime jurídico sobre saúde e segurança no trabalho, aplicado à generalidade dos trabalhadores, por força do Código de Trabalho!
 
Esta é a oportunidade, ainda no 1º período deste ano letivo, de os professores e os educadores fazerem ouvir a sua voz, não comparecendo no seu local de trabalho, no próximo dia 11 de dezembro, para que o Ministério da Educação constate o que sentem e pensam os professores portugueses do atual estado da sua profissão e da educação, no nosso país, invertendo a sua atitude de menosprezo, que às vezes mais parece de completo desprezo, para com os profissionais que deviam ser considerados essenciais para todos os efeitos, e não só para o que dá jeito ao governo!
 
Na próxima sexta-feira, adiram à greve, se consideram que têm razões para tal! Nós aderimos, pois as razões são mais do que muitas e tudo faremos para que as situações, quer de trabalho, quer de carreira, melhorem e possamos continuar a ter esperança na valorização e dignificação da nossa profissão!
 
A ASPL sempre consigo!
A Direção Nacional da ASPL