ASPL volta a apelar ao rastreio efetivo nas escolas e à necessidade de as dotar dos instrumentos necessários para o ensino não presencial

 Atendendo à recente campanha de rastreios nas escolas, recomendada pela DGS, a ASPL – Associação Sindical de Professores Licenciados voltou hoje a apelar ao Ministério da Educação para a necessidade urgente não só de um rastreio efetivo de todos os alunos, professores e pessoal não docente, que continuam a trabalhar nas escolas, mas também para a necessidade de capacitar/apetrechar as escolas, alunos e professores, para o ensino não presencial ou à distância.     
 
A ASPL salientou, no ofício enviado à tutela, que algumas escolas se mantêm abertas não só para acolher os filhos ou dependentes dos profissionais dos serviços essenciais e para dar resposta à necessidade de acolhimento, proteção e alimentação dos alunos carenciados e/ou que se encontram em situações de risco, mas também porque o Governo decretou que, nesta pausa às atividades letivas e não letivas presenciais, “sempre que necessário, os apoios terapêuticos prestados nos estabelecimentos de educação especial, nas escolas e pelos Centros de Recursos para a Inclusão, bem como o acolhimento nas unidades integradas nos Centros de Apoio à Aprendizagem, para os alunos para quem foram mobilizadas medidas adicionais” são exceção a esta suspensão, mantendo-se em funcionamento.
 
Neste sentido, a ASPL recordou que é preciso testar periodicamente alunos e pessoal docente e não docente que esteja ao serviço, no intuito de acautelar a sua saúde e promover a segurança no local de trabalho, que, do ponto de vista desta organização sindical e da maioria dos professores, não foi bem acautelada.
 
Lamentando a teimosia da tutela, que tardou em avançar com o encerramento das escolas, ainda que se pudesse ter mantido o ensino não presencial, tal como a ASPL atempadamente propôs, esta organização sindical espera que sejam tomadas urgentemente as devidas medidas no sentido de garantir a testagem efetiva de toda a comunidade escolar, de modo a reduzir o risco da transmissão, assim como sejam assegurados os instrumentos necessários – computadores e acesso à internet – por forma a capacitar alunos, professores e as escolas para o ensino à distância. 
 
Por último, a ASPL solicitou também esclarecimento e orientações para as escolas e respetivos profissionais sobre a situação em que ficam os professores e os educadores que pertencem ao grupo da educação especial e à intervenção precoce, atendendo às declarações do Senhor Primeiro-ministro, que afirmou, em conferência de imprensa, que "todas as atividades relativas à intervenção precoce e ao apoio a crianças com necessidades educativas especiais também não sofrerão interrupção".
 
ASPL manifestou, uma vez mais, a sua disponibilidade para, em cooperação com o Governo, fazer o trabalho que for necessário, contribuindo para o reverter da situação dramática que se vive no nosso país, em virtude da atual pandemia.
 
 
 
 
Lisboa, 26 de janeiro de 2021
Atenciosamente,
O Departamento de Informação e Comunicação da ASPL
 
Comunicado ASPL - pdf - 26/01/2021