Carta Aberta ao Senhor Presidente da República: ASPL apela ao encerramento das escolas, face ao agravamento da situação epidemiológica

Considerando as últimas notícias avançadas pelo Governo quanto à possibilidade de se avançar para um novo confinamento geral, face ao atual agravamento da situação epidemiológica em que vivemos, defendendo este que as escolas devem manter-se em funcionamento, a ASPL – Associação Sindical de Professores Licenciados, discordando desta tomada de posição de quem nos governa, dirigiu, novamente, uma Carta Aberta ao Senhor Presidente da República, apelando ao encerramento das escolas.
 
 Apesar de todas as vantagens do ensino presencial, posição que é consensual aos professores, alunos, encarregados de educação, organizações sindicais, especialistas, Governo e instâncias internacionais fundamentais, a verdade é que, perante os dados relativos à pandemia da COVID-19, no nosso país, sobretudo desde inícios deste mês e as medidas que se preparam, e bem, para a combater (o confinamento geral),deixar as escolas a funcionar em regime presencial como tem acontecido até agora não será, de todo, uma decisão sensata.

 
A ASPL defende que será mais prudente, durante o período de confinamento geral do país, que o ensino, de todos os níveis e ciclos, incluindo o Ensino Superior, passe a funcionar à distância, mantendo-se apenas abertas as escolas para os alunos cujos pais pertencem a serviços essenciais ou para aqueles que não têm condições para continuarem o ensino a partir de casa.
 
Nesta Carta Aberta, a ASPL voltou a frisar a necessidade de uma uniformização dos procedimentos de testagem por parte das entidades de saúde locais, que permita o rastreio efetivo de todos os alunos e professores que tenham estado em contacto com casos positivos nas turmas, o que em muitas escolas não tem acontecido.
 
ASPL não compreende também que, volvidos mais de 2 meses do anúncio do Senhor Primeiro-Ministro sobre a aplicação dos testes rápidos, também às escolas, para além dos lares, até hoje, estas continuem à espera que essa importante medida seja implementada a nível de Portugal continental, ao contrário das boas práticas que temos assistido, nas Regiões Autónomas, especialmente, dos Açores!
 
A ASPL defende, por isso, que logo que a situação epidemiológica do país o permita, o regresso ao Ensino presencial deverá fazer-se, a par da testagem rápida, em massa, de toda a comunidade educativa,por forma a interromper as cadeias de contágio que possam existir.
 
Consciente de que, quer professores, quer alunos, prefeririam continuar o ensino presencial e que o ensino à distância impõe constrangimentos vários e exige aos professores muito mais trabalho e tempo, para além do investimento ou gastos financeiros;a verdade é que o valor da vida humana é bem superior!

 
Por fim, nesta Carta Aberta, cujo conteúdo será dado a conhecer também ao Governo, a ASPL manifesta a sua total disponibilidade para, em cooperação com o Governo, fazer o trabalho que for necessário, contribuindo para o reverter da situação dramática que se vive no nosso país, em virtude da atual pandemia.
 
 
 
 
Lisboa, 12 de janeiro de 2021
Atenciosamente,
O Departamento de Informação e Comunicação da ASPL
 
Comunicado ASPL - Carta Aberta PR - 12/01/2021