Comunicado aos sócios: Posição da ASPL relativamente ao não encerramento das escolas

Caros colegas associados da ASPL,
 
Em nome da Direção Nacional da ASPL, e em nome pessoal, venho manifestar a nossa total disponibilidade para, uma vez mais, e no que for preciso, apoiar no exercício da nossa profissão, que, cada vez mais, nos impõe enormes exigências e dificuldades, também devido ao contexto pandémico que se vive a nível mundial e nacional.
 
Como sabem, a ASPL não concorda com a posição tomada pelo Governo, relativamente à continuidade do funcionamento das escolas, sem nenhumas alterações ao que temos tido até agora, e tudo fez para que a opção tivesse mais em conta o nível insustentável de infeções e de mortes que o país tem tido de há uns dias a esta parte, e à saúde de alunos, professores e educadores, assim como dos assistentes operacionais e administrativos que trabalham nas escolas, muitas delas com graves problemas para cumprir e fazer cumprir todas as regras de distanciamento social determinadas pelo Governo para as demais instituições, quer no que se refere à que separa aluno-aluno, quer professor-alunos, assim como das dificuldades de arejamento e ventilação das salas de aula, agravadas pelas condições climatéricas deste rigoroso Inverno.
 
Esta nossa posição não ignoranem asvantagens do ensino presencial, posição que pensamos ser muito consensual, nem esqueceos constrangimentos vários que o ensino à distância impõe e exige aos professores (muito mais trabalho e menos tempo, para além do investimento ou gastos financeiros), mas consideramos que o valor da vida humana, nossa e dos nossos concidadãos, é bem superior!
 
A ASPL ainda ontem lembrou ao Governo que não basta considerar os professores e os educadores profissionais prioritários ou essenciais apenas para trabalhar, sem lhes conferir as condições adequadas para o exercício da sua profissão, em contexto de pandemia, através da implementação urgente de medidas reais que acautelem a sua saúde e segurança, nas escolas!
 

Portanto, e porque, ao contrário do que temos vindo a solicitar às entidades competentes de Saúde e da Educação, o rastreio raramente foi feito aos alunos e aos professores/educadores das turmas onde existiram casos positivos de COVID-19, o que para além do sentimento de insegurança gerado nestes profissionais, também não há de ter contribuído para o melhor controlo da situação sanitária, consideramos que era mais avisado, durante o período de confinamento geral do país, para além de as escolas se manterem abertas e em funcionamento, sobretudo para os alunos cujos pais pertencem a serviços essenciais e que, portanto, não poderão confinar, assim como para aqueles que não têm condições para continuarem o ensino a partir de suas casas, queo demais ensino, de todos os níveis e ciclos, incluindo o Ensino Superior, passasse a funcionar à distância, para que o país conseguisse melhor enfrentar as exigências impostas pelos números elevadíssimos  de contágios e de doentes da COVID-19.
 
Posteriormente, e logo que a situação epidemiológica do país o permitisse, o regresso ao ensino presencial deveria fazer-se, a par da testagem rápida, em massa, de toda a comunidade educativa,por forma a interromper as cadeias de contágio que pudessem existir, assim como a vacinação prioritária, para os professores e educadores que pretendessem fazer.
 
Estas foram algumas das nossas propostas, que avançámos ao Governo, ainda que sem vos auscultar previamente, dada a urgência que havia, mas gostávamos muito de saber se elas correspondem ao sentimento e à posição dos nossos associados. Por isso, vos pedimos que, mesmo que seja em jeito de resposta a esta newsletter (marketing@aspl.pt), nos enviem, p.f. o vosso contributo e opinião.
 
Muito obrigado! A ASPL continuará a pugnar pela defesa e valorização da nossa classe profissional! Os nossos associados podem continuar a contar com a ASPL, que é um Sindicato dos e com os Professores e Educadores!
 
Cordialmente,
Fátima Ferreira,
A Presidente da ASPL
 
Comunicado da Presidente da ASPL (15/01/2021)