Face à ausência de resposta do ME aos vários pedidos de reunião, a ASPL dirige preocupações aos grupos parlamentares

 Em três meses, ASPL enviou vários pedidos de reunião. Do ME, não há qualquer resposta!      
 
           Face à total ausência de resposta por parte do Ministério da Educação, a ASPL – Associação Sindical de Professores Licenciados dirigiu as suas principais preocupações, entre as quais a questão dos docentes pertencentes a grupos de risco para a COVID-19, aos grupos parlamentares, apelando a que tenham em consideração este assunto, o qual merece um melhor tratamento por parte da entidade patronal.

          Na comunicação enviada aos Senhores Deputados, dos vários grupos parlamentares, assim como aos deputados únicos representantes de partidos e aos não inscritos, a ASPL deu a conhecer alguns dos ofícios remetidos no último mês ao Ministério da Educação, para os quais não obteve, até à data, qualquer resposta.

          Indignada com esta atitude da equipa ministerial, a ASPL manifestou, junto dos grupos parlamentares, a sua grande preocupação face a estes docentes de risco, pois há um número bastante significativo de professores e educadores do nosso sistema de ensino e educação que pertencem a esses grupos e mereciam da parte da tutela uma consideração diferente daquela que este tem apresentado, até agora.

          Nesta missiva, a ASPL defendeu a possibilidade destes docentes exercerem as suas funções em regime de teletrabalho, recordando aos Senhores Deputados a importância destes para o “reforço das aprendizagens, sobretudo ao nível dos apoios educativos, das coadjuvações, incluindo as coadjuvações em tutorias específicas”.

          Além da situação dos docentes de grupos de risco, cujos pedidos de ajuda continuam a chegar a esta organização sindical, por parte dos seus associados, a ASPL destacou também, nesta comunicação aos Senhores Deputados, a questão das condições de trabalho nas escolas, verificando-se que as mesmas são insuficientes no sentido da prevenção e mitigação da COVID-19. Por parte dos associados e dos delegados e dirigentes sindicais da ASPL chegam indicações de que nas suas escolas não estão a ser acauteladas as devidas condições de segurança e higiene, como sejam: a falta do distanciamento mínimo exigido pela pandemia, a fraca ventilação das salas de aula e a escassez dos assistentes operacionais e de outros recursos humanos, sobretudo que assegurem a vigilância dos alunos fora das aulas, assim como de materiais de higienização desses mesmos espaços, designadamente rolos de papel e desinfetante.
 
            Numa altura em que, mais do que nunca, é exigida a colaboração de todos, para que sejam promovidas as condições necessárias para que o ano letivo decorra com alguma tranquilidade, a ASPL não tem dúvidas de que o diálogo e a cooperação tinham e têm de existir entre o Ministério da Educação e as entidades representativas da classe docente.
 
            Nesse sentido, a ASPL espera e exige que as suas preocupações, e justas reivindicações, há muito apresentadas junto da tutela, sejam urgentemente tratadas e negociadas.
 
Lisboa, 8 de outubro de 2020
Atenciosamente,
O Departamento de Informação e Comunicação da ASPL
 
Comunicado ASPL - 08/10/2020 (pdf)