Greve ao serviço "Cambridge" foi alargada às regiões autónomas e prolongada até 22 de maio

 
Inicia-se a 13 de abril o prazo para a realização das provas orais no âmbito do processo “Cambridge”, podendo os professores que o pretendam, aderindo à greve convocada a esse serviço, não participar nesse processo.


Na passada sexta-feira, o MEC contactou as Organizações Sindicais onde, através de ofício, reafirmou o que já ficara previsto em reunião realizada: a) alargamento do período para realização das provas até 22 de maio; b) a componente do teste, na formação dos classificadores, será facultativa; c) dispensa dos docentes da componente de estabelecimento durante o 3º período letivo e mais alguns dias no mês de julho.

No seu ofício, o MEC afirma que o número de docentes envolvidos neste processo é o adequado às necessidades, porém, o que não garante é que a adesão dos professores a este processo é voluntária. É que são muitos os professores que privilegiam na sua atividade, não a participação no processo Cambridge, mas o trabalho com os seus alunos (de que foram dispensados durante a formação e, excecionalmente, poderão ser durante as provas orais), bem como o que realizam nas escolas no âmbito da componente dita de estabelecimento. Como tal, não querem qualquer envolvimento neste processo “Cambridge”.

Não tendo o MEC optado pelo recrutamento de voluntários para este serviço, as organizações sindicais de professores solicitaram que este assumisse, por escrito, que da não participação dos professores neste processo para o qual o IAVE os convocou, não resultará qualquer penalização, não sendo exercido qualquer tipo de ação disciplinar.
 
Se essa garantia for dada, a greve será desconvocada; caso tal não aconteça manter-se-á a greve abrangendo também as regiões autónomas e prolongando-se até 22 de maio (novo prazo para a conclusão das provas de oralidade) – sendo esta a única forma de garantir o direito dos professores de não participarem neste processo, ficando dele libertados e não da atividade na sua escola.

Entretanto, as organizações sindicais começaram a ser contactadas por professores que se queixam de pressões exercidas por Direções de Escolas para que indiquem as suas disponibilidades para as sessões de oralidade. Tais pressões são exercidas sobre os professores que rejeitam este processo e que, recusando participar nele, não completaram a formação ou não fizeram a certificação online, aderindo à greve a todo o serviço relacionado com o processo “Cambridge”. As organizações sindicais acompanharão estas e outras situações e não deixarão de intervir, da forma que entenderem mais adequada, sempre que os direitos dos professores sejam colocados em causa.
 

As Organizações Sindicais
13/04/2015