Sindicatos de Professores iniciam ronda de reuniões com líderes partidários

O governo tarda em dar início ao processo negocial a que está obrigado, na sequência do veto do Presidente da República e da entrada em vigor da Lei do Orçamento do Estado de 2019. 
 
Tendo em conta declarações recentes do Primeiro-Ministro, começa, até, a perceber-se que o governo tem intenção de nada negociar até final da legislatura, preparando-se para destruir a carreira docente, caso, após as eleições de outubro, tenha condições políticas para tal. 
 
Os professores e as suas organizações sindicais exigem a abertura imediata de negociações, continuando a correr nas escolas um abaixo-assinado que, a duas semanas de ser entregue, já conta com mais de 45 mil assinaturas. Nesse abaixo-assinado, os professores e educadores manifestam, ainda, o seu acordo com a proposta apresentada pelos seus sindicatos ao governo. 
 
Na sequência da posição do governo, que Primeiro-Ministro e Ministro da Educação têm vindo a explicitar em declarações diversas, os professores vão levar por diante uma luta que, tendo em conta o desenvolvimento do ano letivo, irá cair num momento que será muito crítico para as escolas e para os alunos. As consequências dessa luta deverão ser inteiramente assumidas pelo governo que, na negociação anterior, adotou uma postura de completa intransigência e, agora, pretende impor o bloqueio negocial. 
 
Foi com essa preocupação que as organizações sindicais solicitaram reuniões aos líderes dos partidos com representação parlamentar. Essas reuniões vão iniciar-se hoje, estando já marcadas as três primeiras: 
 

  • Hoje, 11 de fevereiro, 17 horas: reunião com Jerónimo de Sousa, na sede nacional do PCP;
  • Quarta-feira, 13 de fevereiro, 10:30 horas: reunião com Catarina Martins, nas instalações do BE na Assembleia da República;
  • Quarta-feira, 13 de fevereiro, 15:30 horas: reunião com Rui Rio, na sede nacional do PSD.

 
Lisboa, 11 de fevereiro de 2019  
As organizações sindicais de docentes